Patria Educadora, teve cortes no orçamento e greves no ano de 2015

Publicado em:  30/12/2015 10:55 – Atualizado em: 30/12/2015 10:55

DA AGÊNCIA BRASIL
No dia primeiro de janeiro de 2015, a presidente Dilma Rousseff, definiu o novo lema de governo: Brasil, Pátria Educadora, porém, ficou apenas no discurso.
A pasta termina sob o comando do quarto ministro e com quase R$ 11
bilhões a menos no Orçamento do que o autorizado para o ano. Foram
greves de professores, desde o ensino básico ao ensino superior. Foi
também um ano em que o Plano Nacional de Educação (PNE), a lei que
estipula metas para melhorar a educação até 2024, deu os primeiros
passos.

“Esse foi, talvez dos últimos 15 anos, o ano em que as dificuldades
na economia mais atrapalharam a educação”, avalia o coordenador da
Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara. “Para a educação
foi um ano muito ruim, não por questões intrísecas à área de educação,
mas porque política e economia travaram a pauta”.

Ainda que proporcionalmente a pasta tenha sido mais preservada que
outras da Esplanada dos Ministérios, a Educação teve um dos maiores
cortes nominais: foram R$ 10,6 bilhões no ano, o que reduziu o Orçamento
autorizado para 2015 de cerca de R$ 109 bilhões para aproximadamente R$
98 bilhões. De acordo com a Consultoria de Orçamento da Câmara dos
Deputados, o MEC empenhou, ou seja, reservou para pagamento futuro,
quase todo o recurso disponível, R$ 96,2 bilhões. Desses R$ 77,7 bilhões
já foram de fato pagos.