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Foto: Pixabay

Luca Moreira aborda questão de maus-tratos a animais em reportagem

Nessa segunda-feira (03/05), o jornalista niteroiense Luca Moreira, de 21 anos, publicou em seu blog mais uma de suas reportagens originais, dessa vez envolvendo o tema de maus-tratos a animais, não só domésticos mais como selvagens. A matéria faz parte de um novo projeto que o jornalista está bolando juntamente com sua assessoria, que envolve toda semana escrever uma reportagem sobre assuntos decorrentes do dia-a-dia e presenciados pelo jornalista. Confira a baixo:

Eles não têm culpa dos problemas dos seres humanos, porém estão se tornando cada vez mais os alvos de frustração de seus proprietários. Desde SRDs a cachorros de raça, eles sofrem nas mãos tanto de pessoas como de canis, que muitas vezes criam apenas com o interesse de exploração da raça e superfaturamento, sendo essa a questão dos assim chamados “criadores de fundo de quintais”.

Pesquisas relatam que só no Brasil, a quantidade de denúncias chegou a mais de 944 ocorrências só nos primeiros meses em 2018, incluindo abandono e maus tratos. A lei n9605/98, considera maus tratos qualquer tipo de espancamento ou agressão física, falta de higienização (muitas vezes em canis), prisão permanente por correntes, promover carência de água ou alimento, negligências a saúde animal, trabalho excessivo que vão além de sua força (como pode ocorrer em zonas rurais), ou até mesmo a retirada e captura de animais silvestres de sua habitação natural.

De acordo com Halina Medina, idealizadora do projeto “Tudo Sobre Cachorros”, um dos maiores grupos especializados no segmento pet brasileiro, o país é um dos que mais abandona cachorros no mundo, porém com o atual papel das ONGs de proteção aos animais, esse número tem conseguido ser reduzido aos poucos: “Infelizmente o Brasil é um dos países com o maior índice de cães abandonados, principalmente nas ruas. O papel das ONGs é importantíssimo para acolher e realocar os cães. O papel do Tudo Sobre Cachorros é ensinar as pessoas a cuidar dos cães, entendê-los e respeitá-los, isso também é uma maneira de evitarmos abandonos. Além de ensinarmos as pessoas a fazerem uma escolha consciente na hora de ter um cachorro, a gente ensina a criar um relacionamento saudável entre tutor e cão ”.

Problemas muito além dos domésticos:

Esses problemas não se restringem apenas a animais doméstico. Foi por essa situação que animais foram proibidos de serem utilizados em circos e apresentações, que antigamente eram treinados na base da dor e dos maus tratos, forçando-os a fugirem de seus padrões comportamentais e se adaptarem forçadamente a realização de cenas teatrais ensaiadas.

Uma das empresas de entretenimento a sofrer conflitos em relação a isso é a SeaWorld, que constantemente é acusada de maus-tratos a orcas, baleias e golfinhos retirados da natureza e que servem de atração principal para seus visitantes, sofrendo severos abusos de seus adestradores. Segundo o jornal britânico “The Guardian”, em 2015, o parque já enfrentava seu segundo processo por esse mesmo motivo.

A Justiça a favor dos animais:

O responsável pela apuração das denúncias é a Delegacia de Proteção Animal. Porém, caso o agressor seja menor de idade, cabe ao Conselho Tutelar tomar as providências, pois apesar da menor idade penal, não o isenta de responder pelo crime.

A agressão e maus tratos a animais, assim como o abandono, está previsto como crime pelo Ministério Público Federal, que penaliza o autor do ato com cerca de três meses de detenção, podendo se agravar a um sexto a mais, caso seja constatado o óbito do animal.

Luca Moreira

Luca Rocha Moreira nasceu em Niterói – RJ, no dia 14 de maio de 1998. Descendente de família mineira por parte de mãe, é filho da funcionária pública Lucia Maria Rocha da Silva e do designer gráfico Luiz Carlos Falcão Moreira. Estudou a infância toda em rede particular de ensino e durante o ensino médio, cursou integração com técnico em engenharia naval pela Escola Técnica Estadual Henrique Lage, unidade componente da Fundação de Apoio à Escola Técnica do Estado do Rio de Janeiro, onde participou de diversos protestos relacionados ao grêmio estudantil.

Enquanto estava cursando a escola, iniciou um curso de interpretação teatral na Oficina Social de Teatro, onde teve seu primeiro contato com as artes cênicas, onde recebeu aulas do ator e professor Alécio Abdon, porém se retirou do curso por motivos de dificuldade em interpretar seus personagens. Ainda no segundo grau, montou uma página no Facebook, onde começou a falar de múltiplos assuntos, entre eles esportes, nutrição e cultura. Em março de 2016 foi descoberto pela produtora teatral Grazi Luz, dona da Fazart Produções Artísticas, quando recebeu seu primeiro convite para ser aprendiz de comunicação da companhia, ainda que com 17 anos.

Seu interesse pelo jornalismo teve início alguns meses após sair da produtora, quando começou a publicar artigos no “Almanaque Mídia” na época comandado por Esdras Ribeiro. Algumas semanas depois do fechamento do portal, foi abordado pelo jornalista brasiliano Daniel Neblina, que o convocou para integrar o time de colunistas do “RegistroPop”, onde despontou como entrevistador-chefe do veículo, foi aí que iniciou sua carreira como jornalista.